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Desempenho do varejo decepciona em agosto

15/10/2021 O faturamento deflacionado do comércio restrito teve queda de 3,1% em agosto em comparação com julho
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O faturamento deflacionado do comércio restrito teve queda de 3,1% em agosto em comparação com julho, após a correção pela sazonalidade, segundo o IBGE. De acordo com o consenso dos especialistas sondados pela Refinitiv, a projeção era de alta de 0,7% nessa base. No tocante ao conceito ampliado, que inclui materiais de construção e veículos / motos, a redução foi de 2,5%. Por sua vez, o volume de vendas do setor no Rio Grande do Sul, considerando a totalidade dos recortes, encolheu 6,2%. Consequentemente, o nível da série recuou para patamar abaixo do verificado em agosto do ano passado, e encontra-se 8,7% inferior ao pico registrado em maio.

Ao analisarmos os dados no mês anterior, ressaltamos nossa visão de que haveria dificuldades para uma expansão sustentada nos períodos subsequentes. Distintos fatores apoiam esse entendimento. No que se refere à demanda, temos: (1) a deterioração do poder de compra dos salários; (2) o começo do processo de repasse do aumento da Taxa SELIC para as operações de crédito na ponta final; (3) a diminuição dos efeitos das políticas públicas para minimizar a crise; (4) antecipação do consumo fomentada pela liquidez distribuída pelo governo e pela realocação de despesas das famílias em segmentos cuja característica própria apresenta recorrência mais longa – fundamentalmente os duráveis e semiduráveis. Já pelo lado da oferta, as pressões de custos seguem expressivas. 

Avaliação por categorias: hiper / supermercados e combustíveis / lubrificantes têm sofrido com o acréscimo dos respectivos preços. Além disso, os nichos relacionados aos automóveis, eletrodomésticos e equipamentos de informática são afetados pela escassez de insumos, o que gera limitação das transações.

Volume de vendas do comércio varejista* – Brasil e RS
(Em variações percentuais)
Fonte: IBGE. *Faturamento deflacionado. | Elaboração: AE/CDL POA.

Vale lembrar que os indicadores capturam somente a dinâmica das lojas com pelo menos 20 colaboradores, de modo que cremos ter ocorrido um deslocamento parcial da procura das pequenas para as grandes no decurso da pandemia.


Fonte:
Oscar André Frank Junior
Economista-Chefe CDL POA




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